quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Talvez eu devesse te ligar, talvez eu devesse não te responder… Muitas dúvidas me recobriram enquanto eu pensava no que te falar.
Se estou casada ou não, se tenho filhos na Suíça, se continuo indo à Sicília… Isso não te interessa. Não precisa fingir que está feliz por uma coisa ou outra, porque eu sei muito bem que o que você quer, e você não o tem.
Odeio ter uma boa memória. E entre todas as memórias de nossos verões e invernos, me recordo de todas as suas palavras, ébrias, sóbrias, ditas, não ditas, que latejam e doem até hoje. Essas suas palavras que cobrem um pedaço de papel qualquer e transformam-no em uma obra de arte. As mesmas que perfuram um coração e transformam-no em um pedaço de carne podre.
Digo o mesmo para ti, a vida é dura, então não se desespere. Toda essa culpa vai passar, o tempo há de curar-te, meu bem.
Agora vá. Vá e dê a alguém todo esse amor-do-mundo que está guardado aí!

Um comentário:

Rebeca Youssef disse...

Olá, gostei daqui. Gostei dos textos e da forma de juntar palavras. Tem dom. Parabéns! :)

www.tavernademary.blogspot.com